
Por Marcelo Begosso
Atuando há mais de duas décadas na área da saúde e responsável pelo atendimento de milhares de pacientes na Unidade de Saúde da Família Central, a enfermeira Lucinha foi comunicada que será transferida para a Unidade de Pronto Atendimento, decisão que provocou debates e questionamentos não apenas na área da saúde, mas, sobretudo, no cenário político local.
A mudança envolvendo a enfermeira Lucinha, servidora pública concursada com 26 anos de atuação na área da saúde, gerou forte repercussão em Ilha Comprida nos últimos dias.
Até então lotada na Unidade de Saúde da Família Central, onde atuava há 2 anos e 6 meses, Lucinha desempenhava a função de responsável técnica de uma equipe formada por profissionais de enfermagem, médicos e agentes comunitários de saúde.

Segundo informações da unidade, a equipe atende uma população de aproximadamente 6.300 pessoas cadastradas, realizando em média 150 atendimentos por dia, entre:
✅ Consultas de enfermagem
✅ Consultas médicas
✅ Visitas domiciliares a pacientes acamados
✅ Vacinação
✅ Curativos
✅ Administração de medicamentos
✅ Triagem e acolhimento
A atuação da profissional é reconhecida por usuários do sistema público de saúde e colegas de trabalho, principalmente pelo acompanhamento de pacientes e pela coordenação das atividades da unidade.
O afastamento da enfermeira passou a ser tema de discussão nos bastidores políticos do município. Enquanto apoiadores e moradores manifestam preocupação com a mudança, surgiram questionamentos sobre os motivos que levaram à decisão administrativa.
Até o momento, eventuais alegações de motivação política para o afastamento não foram oficialmente comprovadas. A administração municipal e os órgãos competentes são os responsáveis por esclarecer as razões da medida, caso haja manifestação pública sobre o assunto.
O episódio ocorre em meio a um período de intensa movimentação política em Ilha Comprida, marcado por mudanças na administração municipal e debates sobre os rumos da cidade.
Para parte da população, a discussão ultrapassa a situação individual da profissional e levanta reflexões sobre a valorização dos servidores públicos e a continuidade dos serviços prestados à comunidade.
Enquanto isso, moradores e pacientes aguardam definições sobre a reorganização da equipe da Unidade de Saúde da Família Central e os impactos que a mudança poderá ter no atendimento à população.
"Mudanças estruturais são próprias das gestões administrativas, todavia, se pautadas em motivação política em detrimento dos aspectos profissionais, fundamentalmente na área da saúde, gera justicada preocupação!"




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