
Da redação
O consumo de gelo em bebidas fora de casa entrou no radar das autoridades de saúde após a descoberta de fábricas clandestinas no estado de São Paulo, que produziam gelo com água imprópria para consumo.
Operações realizadas em cidades como Cosmópolis e Guarujá identificaram instalações ilegais que utilizavam água da chuva e até desvios do sistema público, sem qualquer controle sanitário. Os responsáveis foram presos.
Análises laboratoriais apontaram a presença de bactérias nocivas, incluindo a Escherichia coli (E. coli) — indicadora de contaminação fecal. Segundo a legislação brasileira, a presença desse tipo de bactéria torna o produto impróprio para consumo, podendo causar sintomas como diarreia, vômito e infecções.
Muito utilizado em bares, restaurantes e quiosques, o gelo pode parecer inofensivo, mas especialistas alertam que ele pode se tornar um veículo silencioso de contaminação, principalmente quando não há controle sobre sua origem.
A recomendação é que consumidores:
✔ Observem as condições de higiene do local
✔ Verifiquem o armazenamento do gelo
✔ Questionem a procedência do produto
Em Ilha Comprida, o abastecimento de água é realizado pela Sabesp, que segue padrões de controle e tratamento conforme as normas sanitárias nacionais.
Relatórios públicos da companhia indicam que a água distribuída no município passa por monitoramento constante de qualidade, atendendo aos parâmetros de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Ainda assim, especialistas reforçam que o cuidado com o gelo consumido fora de casa deve permanecer, já que a contaminação pode ocorrer no processo de fabricação, armazenamento ou manuseio, independentemente da qualidade da água fornecida.
Na cidade, empresas regularizadas — como fabricantes de gelo que seguem normas sanitárias — desempenham papel fundamental para garantir a segurança do produto.
A orientação é que estabelecimentos comerciais utilizem gelo de fornecedores confiáveis e certificados, garantindo rastreabilidade e condições adequadas de produção.
O caso das fábricas clandestinas reforça a importância da fiscalização e da atenção do consumidor. Mesmo em cidades com abastecimento de água controlado, como Ilha Comprida, o cuidado com a procedência do gelo é essencial para evitar riscos à saúde.
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