
A morte de uma moradora de Iguape, no Vale do Ribeira, após uma cirurgia plástica realizada na capital paulista, trouxe novamente à discussão os riscos envolvidos em procedimentos estéticos de grande porte.
Juliana Silva Xavier, de 39 anos, faleceu após apresentar complicações horas depois de uma cirurgia realizada em 11 de maio. Segundo familiares, o procedimento, que incluiu intervenções nos seios, abdômen e glúteos, teria custado mais de R$ 37 mil.
De acordo com relatos da família, Juliana havia dado à luz a um bebê há cerca de cinco meses antes da operação. Após o procedimento, ela sofreu uma parada cardíaca e precisou ser transferida para outra unidade hospitalar. Três dias depois, não resistiu.
Em nota, o hospital informou que a causa da morte teria sido uma tromboembolia pulmonar, uma complicação grave que pode ocorrer após cirurgias e que exige investigação médica detalhada.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso foi registrado como morte suspeita.
O inquérito está sob responsabilidade do 27º Distrito Policial da capital, que apura todas as circunstâncias do ocorrido.
Segundo a Polícia Civil, o laudo necroscópico ainda está em elaboração e será fundamental para determinar se a morte foi resultado de uma complicação imprevisível, de uma condição pré-existente ou de eventual falha relacionada ao procedimento médico.
O Brasil segue entre os países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo.
Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) apontam que milhões de procedimentos são realizados anualmente no país, incluindo:
Lipoaspiração
Abdominoplastia
Mamoplastia
Prótese de silicone
Gluteoplastia
Especialistas ressaltam que, embora a maioria das cirurgias seja realizada sem intercorrências graves, toda intervenção cirúrgica envolve riscos.
Não existe, até o momento, um banco público consolidado que registre em tempo real todas as mortes relacionadas a procedimentos estéticos em 2025 e 2026 no Estado de São Paulo. Casos são normalmente investigados individualmente pelas autoridades de saúde e segurança.
Especialistas destacam que complicações graves mais frequentemente associadas a cirurgias plásticas incluem:
Tromboembolismo pulmonar
Embolia gordurosa
Infecções generalizadas
Hemorragias
Reações anestésicas
A tromboembolia pulmonar, citada no caso de Juliana, é considerada uma das complicações mais graves do pós-operatório e pode ocorrer mesmo quando todos os protocolos médicos são seguidos.
Médicos recomendam que pacientes interessados em procedimentos estéticos observem alguns cuidados fundamentais:
. Verificar se o profissional possui registro regular no CRM;
. Confirmar a especialização em cirurgia plástica;
. Avaliar a estrutura hospitalar onde o procedimento será realizado;
. Realizar todos os exames pré-operatórios;
. Informar ao médico histórico de doenças e uso de medicamentos.
Enquanto as investigações prosseguem, familiares e amigos de Juliana aguardam respostas sobre as circunstâncias que levaram à sua morte, em um caso que comoveu moradores de Iguape e de toda a região do Vale do Ribeira.
Mín. 16° Máx. 23°



