
Por Marcelo Begosso
A rede pública de saúde de Ilha Comprida enfrenta um momento de incerteza após médicos que atuavam na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e em outras unidades municipais comunicarem seus pedidos de desligamento em razão de atrasos no pagamento dos salários.
Segundo informações obtidas pelo Jornal Metropole.tv.br, profissionais informaram aos responsáveis técnicos e à administração municipal que deixarão suas funções, incluindo cargos de direção médica e coordenação das escalas de plantão.
Em entrevista ao jornal, um dos médicos relatou que a decisão foi motivada exclusivamente pela falta de pagamento.
"Por falta de pagamento eu pedi para sair da direção e da escala a partir do dia 15, quando saiu a nova escala. Os demais médicos, descontentes, fizeram o mesmo. Saíram praticamente todos os médicos que estavam. Só estou saindo por falta de pagamento. Assim que eu anunciei no grupo que saí, os demais colegas também pediram para sair."
De acordo com as informações recebidas, os pedidos de desligamento envolvem profissionais da UPA e também de outras unidades da rede municipal, situação que pode comprometer a continuidade dos atendimentos caso as equipes não sejam recompostas.
A gestão da UPA e o fornecimento de médicos para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e especialidades são realizados por meio de contrato firmado entre a Prefeitura de Ilha Comprida e a Instituição Beneficente Lar de Mirian e Mãe Celita.
Pelo contrato, cabe ao município realizar os repasses financeiros previstos, enquanto a organização social é responsável pela contratação, administração e pagamento dos profissionais que atuam na rede.
Até o fechamento desta reportagem, nem a Prefeitura de Ilha Comprida nem a Instituição Beneficente Lar de Mirian e Mãe Celita haviam se manifestado oficialmente sobre os relatos de atraso salarial e os pedidos de desligamento dos médicos.
O espaço permanece aberto para que ambas as partes apresentem seus esclarecimentos e posicionamentos sobre o caso.
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