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Bacalhau perde espaço na Páscoa e peixes brasileiros ganham protagonismo nas mesas

Alta de preços e queda histórica nas importações impulsionam consumo de pescados nacionais, valorizando frescor, sazonalidade e produção local.

02/04/2026 às 17h28 Atualizada em 10/04/2026 às 16h03
Por: Redação
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Bacalhau perde espaço na Páscoa e peixes brasileiros ganham protagonismo nas mesas

Tradicional protagonista da Páscoa, o bacalhau importado vem perdendo espaço nas mesas dos brasileiros. O motivo principal é o aumento expressivo nos preços, que tem levado consumidores e chefs a buscarem alternativas mais acessíveis e igualmente saborosas nos peixes nacionais.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o preço do bacalhau subiu cerca de 19%, impactado principalmente pela variação do dólar. Atualmente, o quilo do produto pode variar entre R$ 220 e R$ 380, o que contribuiu para uma queda de 22% nas importações.

O cenário atual marca um momento histórico: em 2025, o Brasil importou apenas 6,3 milhões de quilos de bacalhau, o menor volume dos últimos 20 anos. Em comparação, em 2010 o país havia importado mais de 45 milhões de quilos da iguaria.

Peixes brasileiros em alta

Com o encarecimento do bacalhau, o mercado e a gastronomia voltam os olhos para a riqueza do litoral brasileiro. O país possui uma das maiores costas marítimas do mundo e vem ampliando sua produção de pescados.

Segundo dados da Associação Brasileira da Piscicultura, a produção de peixes nativos alcançou 257 mil toneladas em 2025, com destaque para espécies como tambaqui e tambatinga, que ganham espaço como alternativas sustentáveis e nutritivas.

A Páscoa continua sendo um dos períodos de maior consumo de pescado no Brasil, com aumento médio de cerca de 20% na demanda, especialmente em bares e restaurantes.

Em São Paulo, por exemplo, a Ceagesp movimentou mais de 5 mil toneladas de pescado no feriado do ano passado, gerando um faturamento superior a R$ 71 milhões.

Apesar disso, a preferência começa a mudar. Chefs e especialistas defendem o uso de peixes frescos, destacando o sabor, a qualidade e o menor custo como vantagens em relação ao bacalhau importado.

Além do fator econômico, a substituição do bacalhau por peixes nacionais também fortalece a economia local e a pesca sustentável, incentivando cadeias produtivas brasileiras.

A tendência é que essa mudança de hábito continue crescendo, consolidando os pescados nacionais como protagonistas não apenas na Páscoa, mas no dia a dia do consumidor.

Com preços elevados e importações em queda, o bacalhau deixa de ser unanimidade e abre espaço para uma nova realidade: a valorização dos peixes brasileiros, que unem qualidade, sustentabilidade e identidade gastronômica.

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