Três mortes suspeitas por hantavírus durante um cruzeiro no Oceano Atlântico colocaram autoridades de saúde em alerta internacional. O caso, que teria ocorrido em uma viagem entre a Argentina e Cabo Verde, está sendo monitorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que também investiga outros possíveis infectados a bordo.
De acordo com informações divulgadas à agência AFP, além das três mortes, outras três pessoas apresentaram sintomas compatíveis com a doença, o que levanta a hipótese de um surto em ambiente confinado — situação considerada incomum para esse tipo de vírus.
O hantavírus é uma doença infecciosa grave transmitida principalmente por roedores silvestres. A contaminação ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de partículas presentes em urina, fezes ou saliva de animais infectados.
Segundo o Ministério da Saúde, outras formas de transmissão incluem:
Mordidas de roedores
Contato do vírus com mucosas (boca, nariz e olhos)
Em casos raros, transmissão entre humanos (subtipo Andes)
A infecção pode evoluir rapidamente e apresenta sintomas iniciais como:
Febre alta
Dores musculares intensas
Cansaço extremo
Náuseas e tontura
Nos quadros mais graves, pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que compromete os pulmões e pode levar à morte.
A América Latina concentra boa parte dos registros da doença, especialmente em países do Cone Sul.
Argentina e Chile registram casos frequentes, principalmente com o subtipo Andes
A taxa de letalidade pode variar entre 30% e 50%
Surtos costumam ocorrer em áreas rurais ou de contato com mata
No Brasil, o hantavírus é considerado uma doença rara, porém grave.
Cerca de 50 a 100 casos por ano
Taxa de letalidade elevada, podendo ultrapassar 40%
Maior incidência nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste
Os casos estão geralmente associados a atividades em áreas rurais, como:
Limpeza de galpões
Contato com ambientes fechados infestados por roedores
Trabalho agrícola
A suspeita de transmissão em um cruzeiro chama atenção por fugir do padrão epidemiológico da doença, normalmente ligada a ambientes rurais.
Autoridades investigam possível presença de roedores na embarcação; condições sanitárias do navio e histórico de exposição dos passageiros antes da viagem
Os infectados foram encaminhados para atendimento médico, e o caso segue sob análise.
Embora raro, o hantavírus é uma doença de alta letalidade que exige atenção, principalmente em regiões com presença de roedores silvestres. O episódio no cruzeiro reforça a importância da vigilância sanitária e do monitoramento internacional em situações atípicas.
A recomendação é manter cuidados básicos de higiene e evitar contato com ambientes potencialmente contaminados.