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O Reino de Ilha Comprida e o Gato de Botas

Contos com Bat Masterson

09/04/2026 às 17h19 Atualizada em 10/04/2026 às 08h00
Por: Redação
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 O Reino de Ilha Comprida e o Gato de Botas

Por Bat Masterson

Em um lugar onde o mar sussurra segredos e o vento dança entre as dunas, existia um reino encantado chamado Ilha Comprida. Eram 74 quilômetros de beleza, onde aves riscavam o céu e a natureza parecia ter sido pintada à mão.

Quem governava esse reino era a Princesa Mari, uma líder firme, que caminhava entre o povo com olhar atento e coração determinado. Ao seu lado estava Roger, seu fiel escudeiro — ou pelo menos, assim parecia.

Mas nem tudo era paz naquele paraíso.

O surgimento do Gato de Botas

Entre os corredores da Câmara do Reino — habitada por nove anões, sendo apenas um realmente atento ao que acontecia — surgia uma figura curiosa e ambiciosa.

Ele era pequeno em estatura, mas gigante em astúcia.
Chamavam-no de Gato de Botas.

Elegante, sorrateiro e sempre com planos escondidos, o Gato de Botas não queria apenas participar do jogo…
Ele queria dominar o tabuleiro.

O plano começa

Na presidência da Câmara estava Tin, conhecido por muitos como o “zero à esquerda” — um governante sem força, que pouco interferia nos rumos do reino.

E foi aí que o Gato de Botas viu sua oportunidade.

Com palavras doces e promessas vazias, ele começou a articular nos bastidores. Sussurros aqui, alianças ali… até que, pouco a pouco, foi ganhando espaço.

Seu objetivo?
Primeiro, tomar o controle da Câmara
Depois, enfraquecer a Princesa Mari
E, por fim… chegar ao trono

⚔️ A queda da confiança

Mas o plano do Gato não parava por aí.

Mesmo tendo como aliado o escudeiro da princesa, ele nunca pretendeu dividir o poder. Para o Gato de Botas, alianças eram apenas degraus — nunca destinos.

E assim, enquanto conspirava contra a Princesa Mari, já preparava o próximo movimento:
derrubar o próprio Roger, caso ele chegasse ao poder.

Ambição sem fim

O curioso é que, apesar de todos os planos, articulações e jogos de poder…
o Gato de Botas carregava um destino peculiar:

Ele sempre chegava perto do trono… mas nunca conseguia se sentar nele.

Seus planos eram brilhantes, mas sua ambição era maior que sua lealdade — e isso sempre o traía no final.

O destino da Ilha

Enquanto isso, o povo da Ilha seguia vivendo entre marés, ventos e esperanças.

Porque, no fim, o verdadeiro poder daquele lugar não estava nos jogos da Câmara…
mas na força de sua gente e na beleza que resistia a qualquer tempestade.

Moral da história

Em reinos — e na vida —
quem busca poder a qualquer custo
acaba tropeçando na própria ambição.

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