
Por Bat Masterson
Em um lugar onde o mar sussurra segredos e o vento dança entre as dunas, existia um reino encantado chamado Ilha Comprida. Eram 74 quilômetros de beleza, onde aves riscavam o céu e a natureza parecia ter sido pintada à mão.
Quem governava esse reino era a Princesa Mari, uma líder firme, que caminhava entre o povo com olhar atento e coração determinado. Ao seu lado estava Roger, seu fiel escudeiro — ou pelo menos, assim parecia.
Mas nem tudo era paz naquele paraíso.
O surgimento do Gato de Botas
Entre os corredores da Câmara do Reino — habitada por nove anões, sendo apenas um realmente atento ao que acontecia — surgia uma figura curiosa e ambiciosa.
Ele era pequeno em estatura, mas gigante em astúcia.
Chamavam-no de Gato de Botas.
Elegante, sorrateiro e sempre com planos escondidos, o Gato de Botas não queria apenas participar do jogo…
Ele queria dominar o tabuleiro.
O plano começa
Na presidência da Câmara estava Tin, conhecido por muitos como o “zero à esquerda” — um governante sem força, que pouco interferia nos rumos do reino.
E foi aí que o Gato de Botas viu sua oportunidade.
Com palavras doces e promessas vazias, ele começou a articular nos bastidores. Sussurros aqui, alianças ali… até que, pouco a pouco, foi ganhando espaço.
Seu objetivo?
Primeiro, tomar o controle da Câmara
Depois, enfraquecer a Princesa Mari
E, por fim… chegar ao trono
⚔️ A queda da confiança
Mas o plano do Gato não parava por aí.
Mesmo tendo como aliado o escudeiro da princesa, ele nunca pretendeu dividir o poder. Para o Gato de Botas, alianças eram apenas degraus — nunca destinos.
E assim, enquanto conspirava contra a Princesa Mari, já preparava o próximo movimento:
derrubar o próprio Roger, caso ele chegasse ao poder.
Ambição sem fim
O curioso é que, apesar de todos os planos, articulações e jogos de poder…
o Gato de Botas carregava um destino peculiar:
Ele sempre chegava perto do trono… mas nunca conseguia se sentar nele.
Seus planos eram brilhantes, mas sua ambição era maior que sua lealdade — e isso sempre o traía no final.
O destino da Ilha
Enquanto isso, o povo da Ilha seguia vivendo entre marés, ventos e esperanças.
Porque, no fim, o verdadeiro poder daquele lugar não estava nos jogos da Câmara…
mas na força de sua gente e na beleza que resistia a qualquer tempestade.
Moral da história
Em reinos — e na vida —
quem busca poder a qualquer custo
acaba tropeçando na própria ambição.
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