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Alerta no litoral: Ilha Comprida já registra mortes por afogamento em 2026
Vale do Ribeira entra no mapa das ocorrências fatais no mar; litoral paulista soma 79 mortes por afogamento entre janeiro e julho, número que já representa 96% de todas as vítimas registradas em 2025.
11/08/2026 17h18
Por: Redação

Por Marcelo Begosso

O litoral paulista vive um cenário de alerta. 79 pessoas morreram afogadas entre janeiro e julho de 2026, segundo dados do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar). Desse total, 64 mortes ocorreram na Baixada Santista, que concentra mais de 80% dos óbitos registrados no período.

No Vale do Ribeira, Ilha Comprida contabilizou três mortes por afogamento no mar nos primeiros sete meses do ano. O número coloca o município entre as cidades que precisam redobrar a atenção durante os períodos de maior movimento nas praias.

A dimensão do alerta fica ainda maior quando comparada ao ano anterior. Em todo 2025, foram registrados 82 óbitos no litoral paulista. Ou seja, até julho de 2026, o Estado já alcançou 96% do total de mortes contabilizadas durante os 12 meses do ano passado.

Na Baixada Santista, Praia Grande lidera com 23 mortes, seguida por Guarujá (11), Itanhaém (10), Bertioga (9), Mongaguá (7), São Vicente (3) e Peruíbe (1). Santos não registrou morte por afogamento no período. No Litoral Norte, foram nove mortes em Ubatuba e três em São Sebastião.

FERIADOS AUMENTAM O ALERTA

A preocupação aumenta com a chegada dos próximos feriados, quando o movimento nas praias pode praticamente triplicar. O calendário ainda prevê finais de semana prolongados em setembro e outubro.

O GBMar reforça que os banhistas devem procurar áreas protegidas por guarda-vidas, respeitar as sinalizações e evitar entrar no mar após consumir bebidas alcoólicas.

Crianças precisam permanecer sob supervisão constante de um adulto, e ninguém deve superestimar seus próprios limites.

 Em caso de emergência, procure um guarda-vidas ou ligue 193.

Em 2025, o GBMar realizou 2.875 salvamentos, totalizando 4.378 pessoas resgatadas com vida. Os números mostram que, no mar, prevenção pode ser a diferença entre um dia de lazer e uma tragédia.