Por Marcelo Begosso
A Polícia Militar Ambiental realizou duas operações na última semana que resultaram na apreensão de 144 hastes de palmito juçara em Iguape e na interdição de uma fábrica clandestina de conservas em Iporanga, onde foram encontrados 66,6 quilos de palmito processado.
Em Iguape, durante patrulhamento na zona rural, os policiais localizaram as hastes recém-extraídas, além de ferramentas e vestimentas abandonadas pelos suspeitos, que fugiram para uma área de mata. O material foi apreendido e destinado a uma instituição comunitária.
Já em Iporanga, após denúncia anônima, os agentes encontraram uma estrutura clandestina com 37 potes de palmito sem rótulo, frascos vazios, um caldeirão industrial de 100 litros e equipamentos utilizados no processamento. O responsável foi autuado e recebeu multa de R$ 39.960, agravada por envolver o palmito juçara (Euterpe edulis), espécie ameaçada de extinção.
O Vale do Ribeira concentra um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do Brasil e permanece como uma das principais áreas de fiscalização contra a extração ilegal de palmito juçara.
Segundo balanços da Polícia Militar Ambiental, 2024 e 2025 registraram dezenas de operações, com milhares de hastes de palmito apreendidas, além de fábricas clandestinas desativadas e multas ambientais aplicadas. Em 2026, as ações continuam intensificadas, com foco na proteção das unidades de conservação e no combate ao comércio ilegal da espécie.
A exploração irregular do palmito juçara compromete a regeneração da Mata Atlântica e afeta diretamente diversas espécies da fauna que dependem de seus frutos para alimentação, tornando a fiscalização essencial para a conservação do bioma.