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Operação da PM Ambiental desmantela fábrica clandestina e apreende mais de 200 Kg de palmito juçara no Vale do Ribeira

Ações em Iguape e Iporanga reforçam o combate à extração ilegal de uma das espécies mais ameaçadas da Mata Atlântica. Um homem foi multado em quase R$ 40 mil e as investigações continuam.

06/08/2026 às 07h07 Atualizada em 06/08/2026 às 12h09
Por: Redação
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Operação da PM Ambiental desmantela fábrica clandestina e apreende mais de 200 Kg de palmito juçara no Vale do Ribeira

Por Marcelo Begosso

A Polícia Militar Ambiental realizou duas operações na última semana que resultaram na apreensão de 144 hastes de palmito juçara em Iguape e na interdição de uma fábrica clandestina de conservas em Iporanga, onde foram encontrados 66,6 quilos de palmito processado.

Em Iguape, durante patrulhamento na zona rural, os policiais localizaram as hastes recém-extraídas, além de ferramentas e vestimentas abandonadas pelos suspeitos, que fugiram para uma área de mata. O material foi apreendido e destinado a uma instituição comunitária.

Já em Iporanga, após denúncia anônima, os agentes encontraram uma estrutura clandestina com 37 potes de palmito sem rótulo, frascos vazios, um caldeirão industrial de 100 litros e equipamentos utilizados no processamento. O responsável foi autuado e recebeu multa de R$ 39.960, agravada por envolver o palmito juçara (Euterpe edulis), espécie ameaçada de extinção.

Combate permanente

O Vale do Ribeira concentra um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do Brasil e permanece como uma das principais áreas de fiscalização contra a extração ilegal de palmito juçara.

Segundo balanços da Polícia Militar Ambiental, 2024 e 2025 registraram dezenas de operações, com milhares de hastes de palmito apreendidas, além de fábricas clandestinas desativadas e multas ambientais aplicadas. Em 2026, as ações continuam intensificadas, com foco na proteção das unidades de conservação e no combate ao comércio ilegal da espécie.

A exploração irregular do palmito juçara compromete a regeneração da Mata Atlântica e afeta diretamente diversas espécies da fauna que dependem de seus frutos para alimentação, tornando a fiscalização essencial para a conservação do bioma.

O palmito-juçara (Euterpe edulis)  é uma palmeira nativa da Mata Atlântica e símbolo do Programa de Conservação da Palmeira Juçara na região. A extração de seu palmito causa a morte da árvore e é proibida por lei devido ao risco de extinção. Hoje, o Vale do Ribeira lidera iniciativas para proteger a espécie e produzir o açaí da juçara a partir dos frutos. Espécie-chave da Mata Atlântica que alimenta aves e mamíferos. Fruto rico em nutrientes, com valor que supera o açaí tradicional e tem forte ligação com comunidades tradicionais e quilombolas da região.
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