
Enquanto as gigantes da inteligência artificial continuam dominando as bolsas de valores, um setor considerado por muitos em declínio voltou a surpreender. A AMC Entertainment, maior rede de cinemas do mundo, anunciou lucro de US$ 1,6 bilhão, impulsionado pela recuperação das bilheterias e pelo aumento da procura por salas de cinema.
De acordo com Thiago Godoy, apresentador do Resenha do Dinheiro, os números mostram que a experiência de assistir a um filme na tela grande continua atraindo o público, mesmo diante do crescimento das plataformas de streaming.
"É um crescimento de 12% no mercado internacional e de 18% no mercado americano, mostrando uma demanda por salas de cinema que pouca gente esperava", afirmou Godoy.
A recuperação do setor já vinha sendo observada em 2024, quando as bilheterias globais superaram US$ 30 bilhões, impulsionadas por grandes lançamentos e pela retomada do público após os anos de pandemia. Em 2025, o movimento ganhou força, com maior frequência às salas e resultados positivos para as principais redes exibidoras.
Para investidores que desejam exposição ao segmento sem comprar ações de uma empresa específica, especialistas destacam os ETFs voltados ao setor de entretenimento, negociados na B3, como alternativa para diversificar a carteira.
A reação da AMC reforça que, mesmo em um mercado dominado pela tecnologia, o entretenimento tradicional continua mostrando força e capacidade de gerar resultados expressivos.
A AMC Theatres é a maior rede de exibição cinematográfica do mundo, com forte presença nos Estados Unidos e mercado internacional.
Mín. 18° Máx. 23°



